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3 GRANDES erros do jovem advogado que podem atrapalhar o futuro profissional

Quando saímos da faculdade, formados, com a inscrição na OAB, roupinha de advogado (a) comprada, livros, escritório montado (ou não), acreditados fielmente que estamos prontos para o mercado de trabalho, afinal me formei, foram 5 anos de estudos, agora vamos pôr em prática o que aprendemos.


Acontece que as coisas não são bem assim. Há muitos fatores, para além daqueles teóricos adquiridos nos bancos da faculdade, que influenciam, e muito, na prática diária da advocacia de sucesso.


Abaixo listei os 3 GRANDES erros que cometemos na advocacia:


#1 Achar que advocacia é só uma atividade intelectual


O exercício da advocacia é uma prestação de serviços, e sua essência é sim intelectual, afinal foram 5 anos estudando teoria atrás de teoria.


Ocorre que, por ser uma prestação de serviços, está passível de sofrer todas as variáveis possíveis que uma atividade como está pode ter.


Em outras palavras, a atividade da advocacia não deixa de ser uma atividade comercial, e não trata-la dessa forma pode ser a ruína do advogado (a).


O profissional da advocacia que não enxerga a sua profissão como uma atividade comercial, acreditando que o cliente lhe procura só porque é advogado (a) e portanto precisa dos seus conhecimentos teóricos, está fadado ao fracasso.


Desconsiderar que o exercício da advocacia não precisa de: marketing; técnicas de atendimento; psicologia do convencimento; rapport; técnicas comerciais para fechamento de contrato; networking; entre outras atitudes, é estar alheio ao mercado de trabalho e à realidade.


É de suma importância que o (a) jovem advogado (a) já saia da faculdade sabendo que vai precisar estudar ainda mais, não só as matérias de praxe do direito, mas também conteúdos relacionados às atividades comerciais, afinal o (a) advogado (a) está vendendo o seu serviço jurídico (produto), e para tal precisa de técnicas aptas à ensejar uma contratação de sucesso.


#2 Não restringir o ramo de atuação


Fazer de tudo um pouco, consequentemente leva a conclusão de que não é possível fazer uma coisa bem-feita. Não há como fazermos várias coisas ao mesmo tempo, e nos concentrarmos individualmente em cada uma delas.


A ideia de “atirarmos para todos os lados” no início de carreira, é comum entre os jovens advogados, afinal, quanto mais ramos do direito eu atuar maiores as chances de conseguir clientes, só que não. (Isso nos conduzirá ao #3 grande erro)


O mercado de trabalho está carente de profissionais altamente capacitados. Muitas vezes um (a) advogado (a) perde um cliente porque não dominava por completo aquele assunto em questão.


Criar um nicho de trabalho específico é mais do que necessário para o (a) advogado (a) obter o sucesso almejado na carreira. Restringir o ramo de trabalho vai te trazer autoridade.


Há ainda quem diga que é preciso “sub-nichar” o ramo de atuação, se você escolheu direito penal como ramo, poderia restringir ainda mais atuando somente com crimes financeiros, por exemplo.


Independentemente se você irá “sub-nichar” o ramo de atuação, o importante é que você se especialize em algo. Faça uma pós-graduação na sua área de atuação, participe de grupos específicos dessas áreas, associações, etc. Tudo isso vai lhe trazer mais segurança para atuação profissional e por consequência vai transmitir mais segurança para o cliente também.

Obs: não estou dizendo que quem atua em mais ramos ao mesmo tempo, é um fracasso. Estou apenas expondo o meu ponto de vista, baseado na minha vivência.

#3 Enxergar o “coleguinha” como concorrência (inimigo)


Quando você percebe que precisa restringir seu ramo de atuação, para atuar em apenas uma área do direito, perceberá também que eventualmente possam aparecer outras demandas que não são da sua área, aí você vai precisar de ajuda!!


Quem já está no mercado de trabalho e tem a percepção correta dele, sabe que formar parcerias na advocacia é muito importante e chega até a ser essencial.


O seu colega advogado não é se concorrente.


“Aah mas eu sempre perco cliente para fulano”. “Deixei de fechar um contrato por que o cliente contratou ciclano”.


Pois bem. Aqui temos que destacar algo importante, há 3 motivos principais que te fazem perder o cliente: preço; falta de autoridade; atendimento.


Dois deles são culpa sua, portanto, são aceitáveis: falta de autoridade e atendimento.

Perder cliente por preço, ou seja, o outro advogado fez um preço abaixo do meu, não é culpa sua, e você não pode enxergar o outro profissional como concorrente por estar “levando” o seu cliente. Se ele fez um preço a abaixo do seu é problema dele. E se ele fez um preço que não respeita a tabela, é pior ainda, pois ele já é um assíduo cometedor dos erros que já foram elencados, além da deficiência ética que possui.


Portanto, se o seu colega não se valoriza, não se especializa, e não enxerga a advocacia como um comércio, e por consequência não estabelece preços dignos de honorários, ele não é seu concorrente, pois vocês dois não estão em patamares de igualdade, e com todo o respeito ao colega, ele é inferior a você.


Assim, se eu atuo em uma área específica, direito penal por exemplo, e me aparece uma demanda previdenciária, vou buscar um colega parceiro que faça previdenciário, ajustando os percentuais de comissão pela indicação, prática esta permitida entre advogados.


E vice e versa, quando este colega tiver uma demanda criminal irá me passar, porque ele também vai perceber que é melhor se especializar do que fazer de tudo, e não fazer nada bem feito.


Não trate o colega como concorrente ou inimigo. Troque experiências com ele, seja parceiro, com certeza o seu futuro profissional será mais promissor.

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